domingo, 8 de março de 2009
13 anos sem os Mamonas
Há 13 anos, uma semana e 7 horas, o jatinho Lear Jet PT-LSD se chocou com a Serra da Cantareira, matando os Mamonas Assassinas. Uma péssima notícia que entristeceu o domingo daqueles que aprenderam a sorrir vendo e ouvinho os meninos de Guarulhos
No dia 16 de janeiro de 1996, o grupo-fenômeno fez um show em Campos. No repertório, além dos sucessos da banda, versões de Beatles, Raça Negra e Negritude Júnior e de um single de um comercial de moto. Brincadeiras com o narigudo Samuel Reoli (1º na foto) e imitação de elefante.
sábado, 7 de março de 2009
O Estrangeiro, letra de Caetano Veloso
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Levy-strauss detestou a Baía de Guanabara:
Pareceu-lhe uma boca banguela.
E eu menos a conhecera mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?
O amor é cego
Ray Charles é cego
Stevie Wonder é cego
E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem
Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem?
Uma arara?
Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara
Em que se passara passa passará o raro pesadelo
Que aqui começo a construir sempre buscando o belo e o amaro
Eu não sonhei que a praia de Botafogo era uma esteira rolante de areia branca e de óleo diesel
Sob meus tênis
E o Pão de Açucar menos óbvio possível
À minha frente
Um Pão de Açucar com umas arestas insuspeitadas
À áspera luz laranja contra a quase não luz quase não púrpura
Do branco das areias e das espumas
Que era tudo quanto havia então de aurora
Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas
E uma menina ainda adolescente e muito linda
Não olho pra trás mas sei de tudo
Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo
Mas eu não desejo ver o terno negro do velho
Nem os dentes quase não púrpura da menina
(pense Seurat e pense impressionista
Essa coisa de luz nos brancos dentes e onda
Mas não pense surrealista que é outra onda)
E ouço as vozes
Os dois me dizem
Num duplo som
Como que sampleados num sinclavier:
"É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai do Filho do espirito Santo amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos"
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contra o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela:
É um desmascaro
Singelo grito:
"O rei está nu"
Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nú
E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo
E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo.
("Some may like a soft brazilian singer
but i've given up all attempts at perfection").
terça-feira, 3 de março de 2009
pick-ups diplomadas

1) o que condiciona o exercício da atividade de DJ a um registro prévio na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho (art. 4º e 5º);
2) o que determina ao profissional a apresentação de diploma de curso profissionalizante reconhecido pelo MEC ou pelo sindicato da categoria, além de um atestado de capacitação profissional fornecido pelo sindicato (art. 6º);
3) o que prevê a participação de 70% de DJs nacionais quando um evento escalar um DJ estrangeiro (art. 25º).
Analisando superficialmente a situação, os únicos beneficiados seriam os Dê jotas funcionários de estações de rádio (em Campos tem um monte), e outros que possuem suas carreiras gerenciadas por agências especializadas. Mas e quanto aos Dj's que trabalham por sua conta? E Dj's residentes? Será que uma casa de shows vai assinar a carteira de um cara para que ele faça uma temporada de, sei lá, 2 meses?
O PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 740 de 2007, está pronto para a pauta da Comissão da Educação e Cultura, desde o dia 13/10/2008, e a discussão entre os Dj's de todo o país anda fervendo. A posição da grande maioria dos profissionais, assim como o paulista Magal (Dj há 25 anos), é que um Dj não precisa de curso superior ou técnico profissionalizante. Para ele, são inúmeros os casos de Dj's que discotecam muito bem, sem curso algum. Porém, defendendo o Senador, existem Dj's como o Bunnys (18 anos de pick-ups), que acredita em uma melhor aceitação da sociedade brasileira, que passaria a encarar a profissão de disc jockey como uma coisa séria, e não como o "oba-oba" dos dias atuais.
Bom, se a opinião dos Dj's vai importar, vamos aguardar as decisões dos nossos representantes políticos, até a sanção do Presidente. Já pensou... "Dj Rony Miranda (apenas um exemplo)! Onde está o seu diploma?""Tenho isso não senhor.""Então você não pode discotecar na festa de 15 anos da minha sobrinha! Tenha a bondade de recolher este seu cdj e saia de minha residência!"
Hohoho... e tanta criança fora da escola...
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